
O estudante Darian Quist, do 12º ano da Tumbler Ridge Secondary School, onde ocorreu um ataque a tiros com ao menos 10 mortos e 25 feridos, relatou que ficou trancado por mais de duas horas até que a polícia chegou para escoltar os alunos para fora da escola.
O ataque a tiros deixou ao menos dez mortos -incluindo a suspeita de ser a atiradora- e 25 feridos. O crime ocorreu por volta das 13h20 (horário local; 19h20 em Brasília), segundo a imprensa local.
De acordo com a polícia, ao menos seis pessoas foram encontradas mortas dentro da escola secundária, e outra vítima morreu a caminho do hospital. Outras duas morreram em uma residência que teria relação com o caso. Ainda não há informações sobre a dinâmica do ataque.
Suposta atiradora também foi encontrada morta. Segundo a polícia local, ela tinha um ferimento aparentemente autoinfligido. O superintendente da polícia local, Ken Floyd, disse em coletiva de imprensa, na madrugada de quarta-feira (horário de Brasília), que a polícia acredita ter conseguido a identificação da atiradora, mas não divulgará detalhes, incluindo se a suspeita era maior ou menor de 18 anos, neste momento para proteger a integridade da investigação.
Darian contou que, pouco depois de chegar à sala de aula, por volta das 13h30, um alarme soou nos corredores com instruções para que as portas fossem trancadas devido a um bloqueio. Ele e sua mãe, Shelley Quist, falaram à CBC Radio West sobre o ocorrido. Darian também relatou que recebia fotos do local pelo celular enquanto a situação se desenrolava.
O estudante do último ano do ensino médio afirmou que as portas permaneceram trancadas por um tempo, quando ele e os colegas perceberam que algo estava errado. “Pegamos mesas e bloqueamos as portas”, relatou, acrescentando que permaneceram assim por mais de duas horas, até a chegada da polícia para escoltar os alunos para fora da escola.
Duas pessoas foram levadas de helicóptero para o hospital com ferimentos graves. Outros 25 feridos estão sendo avaliados em uma unidade de saúde local, mas não têm risco de morte, informou a polícia, segundo a CBC News. Cerca de 100 pessoas, entre alunos e funcionários, foram evacuados do local em segurança.
Os nomes e idades dos envolvidos no episódio não foram divulgados. Floyd ressaltou que seria “imprudente especular” essas informações neste momento.
Ao deixar a escola, Darian se reencontrou com a mãe na base montada para atender às vítimas do ataque. Shelley Quist contou que permaneceu ao telefone com o filho até a chegada da polícia.
“Polícia por toda parte, bombeiros, ambulâncias”, declarou a mãe do estudante, que estava no trabalho quando soube do ataque e, por estar perto do colégio, conseguiu ver a ação dos agentes de segurança. “Havia um policial agachado em nosso estacionamento, com a arma em punho”, relatou.
O superintendente da polícia local disse que a corporação ainda não sabe o que pode ter motivado o crime. “Acho que teremos dificuldades para determinar o ‘porquê’, mas faremos o possível para descobrir o que aconteceu”, acrescentou.
Agentes fazem buscas adicionais em outras casas e locais para buscar outros possíveis feridos ou suspeitos de envolvimento com o ataque. “Recursos adicionais da polícia continuam sendo mobilizados na comunidade para apoiar a resposta e a investigação”, disse a corporação, acrescentando que a Divisão de Crimes Graves da Polícia da Colúmbia Britânica assumiu a condução da investigação.
Fonte: FolhaPress