
Lista inclui coronéis, majores e agentes de outras patentes com idades entre 26 e 67 anos; Donald Trump disse que eles protegiam Nicolás Maduro
O governo de Cuba divulgou nesta terça-feira (6) as identidades dos 32 agentes cubanos que trabalhavam na segurança do governo venezuelano e que teriam sido mortos durante o ataque dos Estados Unidos em Caracas.
“Trinta e dois cubanos, vítimas de um novo ato criminoso de agressão e terrorismo de Estado, perpetrado contra a nossa irmã, a República Bolivariana da Venezuela, pelos Estados Unidos, perderam a vida em combate e após feroz resistência”, disse o Ministério das Forças Armadas ao divulgar a lista.
Os nomes incluem coronéis, um tenente-coronel, quatro majores e militares de outras patentes, com idades entre 26 e 67 anos.
“Honra e glória aos nossos combatentes, caídos heroicamente ao enfrentar a agressão criminosa e o terrorismo de estado do governo dos EUA contra a Venezuela”, disse o ministro das Relações Exteriores, Bruno Rodríguez, no X.
O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, ordenou dois dias de luto oficial a partir de segunda-feira (5), durante os quais as bandeiras ficam a meio mastro e a maioria dos atos públicos suspensos.
Segundo o dirigente, os cubanos “estavam cumprindo missões em representação das Forças Armadas Revolucionárias e do Ministério do Interior, a pedido dos órgãos correspondentes desse país (Venezuela)”.
Ele relatou que os agentes morreram “depois de feroz resistência, em combate direto contra os agressores e como resultado dos bombardeios de instalações” durante a captura do ditador Nicolás Maduro e sua esposa.
Veja a lista com os 32 nomes:
- Coronel Humberto Alfonso Roca Sánchez (67 anos)
- Coronel Lázaro Evangelio Rodríguez Rodríguez (62 anos)
- Tenente Coronel Orlando Osoria López (45 anos)
- Major Rodney Izquierdo Valdés (51 anos)
- Major Ismael Terrero Ge (47 anos)
- Major Rubiel Díaz Cabrera (53 anos)
- Major Hernán González Perera (43 anos)
- Capitão Yoel Pérez Tabares (48 anos)
- Capitão Addriel Adrián Socarrás Tamayo (32 anos)
- Capitão Bismar Mora Aponte (50 anos)
- Primeiro Tenente Yorlenis Revé Cuza (36 anos)
- Primeiro Tenente Alejandro Rodríguez Royo (35 anos)
- Primeiro Tenente Erdwin Rosabal Avalos (35 anos)
- Primeiro Tenente Daniel Torralba Díaz (34 anos)
- Primeiro Tenente Yandrys González Vega (45 anos)
- Primeiro Tenente Yordanys Marlonis Núñez (43 anos)
- Primeiro Tenente Yunior Estévez Samón (32 anos)
- Tenente Yasmani Domínguez Cardero (32 anos)
- Tenente Fernando Antonio Báez Hidalgo (26 anos)
- Tenente Yoandys Rojas Pérez (46 anos)
- Primeiro Suboficial Giorki Verdecia García (30 anos)
- Capitão Adrián Pérez Beades (34 anos)
- Suboficial Sênior Suriel Godales Alarcón (42 anos)
- Soldado aposentado Adelkis Ayala Almenares (45 anos)
- Aposentado Soldado Alexander Noda Gutierrez (48 anos)
- Soldado aposentado Ervis Martínez Herrera (52 anos)
- Soldado aposentado Juan Carlos Guerrero Cisneros (55 anos)
- Soldado aposentado Juan David Vargas Vaillant (54 anos)
- Soldado aposentado Rafael Enrique Moreno Font (35 anos)
- Soldado aposentado Luis Alberto Hidalgo Canals (57 anos)
- Soldado aposentado Luis Manuel Jardines Castro (59 anos)
- Soldado aposentado Sandy Amita López (37 anos)
Aliança entre Cuba e Venezuela
Cuba e Venezuela, dois aliados próximos, mantêm desde 2000 um acordo de cooperação abrangente que permite que milhares de médicos e profissionais cubanos da educação, da área do esporte e de outros setores permaneçam no país sul-americano.
Mas, até agora, nenhum dos dois países havia reconhecido o trabalho dos agentes de inteligência ou de segurança, o que era um segredo aberto.
Dado que o governo venezuelano não divulgou o número total de vítimas na intervenção militar americana, não se sabe qual a percentagem de mortos que representam os 32 cubanos.
Fonte: CNN