
Healthtech fez captação com Gávea Angels, Hangar 8 Capital e 4am Capital, e já transaciona R$ 6 milhões em procedimentos
Os negócios em oftalmologia estão aquecidos, atraindo os olhos até mesmo de quem não operava nesse mercado. Recentemente, o Fleury fez a primeira aquisição fora de medicina diagnóstica justamente nesse ramo, enquanto o private equity da XP criou uma holding para consolidar a Vision One, rede de oftalmologia de R$ 500 milhões em faturamento.
Na base da pirâmide, no entanto, também há movimentações. A Central da Visão, healthtech criada para baratear cirurgias oftalmológicas e resolver um gargalo de pacientes que dependem do SUS, captou R$ 3 milhões em uma rodada que teve a participação de Gávea Angels, Hangar 8 Capital e 4am Capital.
A healthtech foi fundada em 2017 por Guilherme de Almeida Prado como Central da Catarata. A proposta era facilitar os pagamentos para este procedimento, o mais demandado na rede pública. Só em São Paulo, a fila de espera superava 24 mil pessoas quando negócio foi criado.
A startup começou a ampliar escopo de atuação em 2018, quando o fundador convidou Marta Luconi para ser sua sócia. A linha de frente ficou completa com a chegada de Ronaldo Abati para compor o trio de fundadores da Central da Visão.
Hoje, a startup oferece cirurgias oftalmológicas por meio de parcerias com clínicas particulares de alta qualidade, que agendam horários vagos por valores diferenciados. Os preços variam por clínica, mas os descontos chegam a 50%, em geral. A healthtech fica com um percentual a cada cirurgia realizada na clínica.
“A gente começou focando em catarata porque era a maior fila do SUS. Depois conhecemos outras realidades duríssimas para as quais o sistema destinava menos recurso ainda como glaucoma, cirurgia de retina e várias outras inflamações e problemas nos olhos”, explica Luconi, CEO da Central da Visão.
O atendimento da Central da Visão também é um fator crucial. Idosos que dependem da rede pública de saúde têm pouco ou nenhum acesso à informação — na maioria das vezes, quem procura o serviço são parentes. Para conseguir falar com as pessoas, o atendimento é feito por meio de ligações ou chamadas de vídeo e com uma linguagem que busca ser acessível e afetiva.
Fonte: Valor Pipeline